sábado, 24 de dezembro de 2016

*ARTE E POESIA



Arte e Poesia

Olhando a natureza, os animais
Mente com pincel se compartilham
As cores bailam leves nos varais
Poemas acanhados se eternizam

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

*SOFIE



Tela minha

Sofie

Era uma vez uma bela menina
Seu olhar tristonho, coração vazio,
Dias de esperança, outros com neblina,
Sorriso soava franco e bravio.

*CIDADE DO SELÊNCIO




Cidade do Silêncio

A noite vem chegando ao silêncio
Nas horas que à tarde fria se oculta
E finge no sossego que é mistério
Em cada aconchego da hora inculta.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

ESPERANDO O POR DO SOL


Esperando o Por do Sol 

A tarde vai sumindo lenta e só
Espera a noite sem raios de luz
As águas se agitam, cantam amor
Na obscuridade, hora que conduz.

*BATURITÉ


Baturité

Lá no alto o olhar avista a cidade
Pequenina, na ótica contemplação.
O vento trepida em acuidade
Silêncio mergulha, grita emoção.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

*ORAÇÃO DE JESUS



*Oração de Jesus
  
Meu Deus, pai e Senhor da humanidade,
Criador do céu, vegetação,  terra  e mar,
Dai-me sabedoria e minha voz brade
Aos cantos da terra a ensinar o verbo amar.

*ILHHA PERDIDA



Ilha Perdida

Ao longe o olhar deita na distância
Nada teme, o pé mimoso molha e vai
passar a ilha permuta e constancia
noutra paragem que a vida lhe atrai.

*FLOR SOLITÁRIA



Flor Solitária
  
Abri a janela, o vento soprava
Trazia consigo a nova estação,
Olhar de outono que anunciava
Nova esperança em outra ovação.

*CULTIVANDO FLORES



Cultivando Flores

Das flores que cultivas no jardim,
Quero ser do outono tua colheita,
Da fruta saborosa sem espreita,
Sabor da mastigança no festim.

* A FLOR


*A Flor

À tarde suave e calma se enfeitava
Com flores em colorido vibrante,
O meu olhar fixou beleza aviltante,
Senti o passado que murmurava:

*PAVÃO MISTERIOSO



Pavão Misterioso

Com pena colorida olhar faceiro
Desfila o pavão no azul do lago
Seu ar de imponência aventureiro
Exibem os ocelos e brilham afagos.

*A NATUREZA


*A Natureza

Eu vi o pássaro voando triste
O rouxinol sugando a flor suja
E vi o canário comendo alpiste
Lágrima caindo no olhar da coruja.

*RUA DESERTA\



 Rua Deserta

Lá no alto a igreja encontra a rua
Silêncio nas noites que dormita
E finge que é sossego, clareia a lua,
A sombra em destaque faz visita.

*MENINA FLOR


Menina em Flor

Viveu assim com semblante triste e só
A menina, o laço de fita branco
Que o tempo não amarelou, sem dó
A cabaça enfeitava com encanto.

*MASCARADOS



Mascarados

Foi no carnaval, apenas o olhar
Encontrou-se com outro olhar furtivo,
Mãos dolentes cruzaram o mirar
Aos poucos o toque lento e abrasivo

*FLOR SOLITÁRIA


Flor Solitária

Brotou a flor nascida no quintal
Cresceu ali com o mugido do gado
Abriu as pétalas sem um roseiral
Frutificou assim sorriso abastado.

*ALÉM DA SERRA


Além da Serra

Era noite, a tarde pernoitando,
Buscava na escuridão do sonho
Imagem mui distante ia singrando
Vulto e saudade em que suponho.

*DOIS AMIGOS


Dois amigos

Inseparáveis por força da lei
Natural, onde o coração emana
Era a Sofie com seu mino rei
O carneirinho frágil, porcelana.

*A VIDA NO JARRO


A Vida no Jarro

Botaram-me em um jarro de vidro
Eu formosa, cor rubra do amor
Feliz até fiquei neste convivo
No olhar de cada passante o ator


*RIO DAS SAUDADES




Rio das saudades

Passava abem ali detrás das casas
O rio, os peixes, banho na manhã
Dispersa no sonhar, nos pesadelos
O boi mugindo um velho guardião.

*CHOVENDO EM PARIS


Chovendo em Paris

Anoitecia, penumbra na cidade
Deserta, nas ruas o vento gemia
Vultos apressados em acuidade
Passos apressados, pingos caíam.

*O CANTO DA AVE



O Canto da Ave

Nem sei quem sou em cada lugar
sou galo-de-campina,  às vezes,
outras, cabeça-de-fita, ao vês
de cabeça-vermelha, a cantar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

*ENAMORADO LUAR



* Enamorado Luar

Olho-te assim no alto pequenino
Nem parece grande satélite, luz
Emprestada, de encanto que induz
Amor aos enamorados sob ninho.

*NO SERTÃO DAS MADRUGADAS



No Sertão das Madrugadas

O verdor espalhado ao longo avista
Casas pequenas coração gigante
Pia o canário na  voz cancionista
A mata sorrir em som elegante.

*BARQUINHOS DE PAPEL



Barquinhos de Papel

Na tela colorida desfilavam,
Olhares da pureza em sintonia,
Barquinhos frívolos dançavam
A espera da mão que era guia.

*LABIRINTO


Labirinto

Entrou no labirinto da vida
Percorreu imensas ruas sinuosas
Porta não havia, onde há saída?
Penumbra com  visão curiosa,

*HOJE É DIA DE CAÇA



Hoje é dia de Caça

As flechas contritas esperavam
 O reboliço na água, o vazio,
Nenhum peixe em desafio,
Braços erguidos cansavam.

*PALHAÇO



Palhaço

Vem ele o palhaço sorriso
Cara pintada quase escondida
Pula e alegra a criançada
Por dentro disfarça o riso.

*MIRAGEM NA TELA


*Miragem na Tela

Apenas uma tênue e fina réstia,
Estática, ofertando inspiração,
A miragem desafia a modéstia,
Feitiço, fragilidade e oração.

*HOJE É DIA DE ÍNDIO



Hoje é dia de Índio
  
Primeiros habitantes da terra
Liberdade era seu lema guia
Encantou-se pela bijuteria
O branco conduziu-o sem reserva.

*NO SILÊNCIO DA NOITE




No Silêncio da Noite

Debruço-me na janela, serena,
Absorta no vazio da noite,
Meu pensar voa rápido em açoite,
Em contemplação na hora em sena.

*A FLOR VEREMELHA



A Flor Vermelha


Nada mudou, há o mesmo sonhar
a sala com o jarro, a flor vermelha
na poltrona o amarelo da centelha
quando a luz acendia em teu olhar

*MEU SONHAR



*Meu Sonhar Navegante


A escuridão da mente faz sonhar
fecho os olhos, não resisto à luz
crio um sol, vejo a quietude do luar
e no sonhar, a paz que me conduz

*NAVEGANDO DISTANTE



Navegando Distante

Em cada anoitecer sou pirilampo
Voando sem destino na penumbra
Luz ingênua a procura do relampo
Noite sem luar teu nome é rumba

domingo, 29 de maio de 2016

*ALÉM DO MAR



*Além do Mar 

Fim de tarde, o sonho pernoitando,
Buscava na escuridão o sonhar.
Imagem mui distante ia singrando
Vulto e saudade em meu penar.

*CHOVENDO EM PARIS



*Chovendo em Paris 

Vultos sombrios, silêncio e pressa
sob  pingos da lágrima natural
trafegam  em meio ao temporal
a vista cabisbaixa se dispersa.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

*NO SILÊNCIO DA NOITE


*No Silêncio da Noite 

A rua está deserta a noite dorme,
Saudade vem chegando devagar,
O vento murmurando ao navegar
Sonho que a madrugada consome.

*POR TRÁS DA JANELA


Por trás da Janela 

Sumiu o sol por detrás da cortina,
Esperava sua amada ao luar,
Tanto amor suave no alumiar
Bordando com estrelas a vitrina.

*VIDEIRA E SALVAÇÃO



*Videira e Salvação 

Relembra a Santa Ceia de Jesus
Este é meu sangue “Tomai e Bebei”
Do puro vinho o copo nos conduz
Ao rubro sangue, gole Eu vos darei,

*MEL NO POTE


*Mel no Pote 

Lembro-me de ti na cor escura
Imponente, adocicado, robusto.
Na boca, pano, dando cobertura
A espera da mão em leve susto.