quinta-feira, 25 de agosto de 2016

*A FLOR VEREMELHA



A Flor Vermelha


Nada mudou, há o mesmo sonhar
a sala com o jarro, a flor vermelha
na poltrona o amarelo da centelha
quando a luz acendia em teu olhar

as cartas escritas sobre a poesia
a rota da emoção cheirando anil
o tremor da mão em forma de funil
rodopiava abria a porta que rangia

mesa posta a cadeira preferida
sorriso afoito, a mão fina falante
silêncio de baú roçando a mente

na sesta a varanda no vento quieto
como a respeitar sono e protesto
do sonho que fugiu e fez partida



Sonia Nogueira

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