quinta-feira, 25 de agosto de 2016

*NO SERTÃO DAS MADRUGADAS



No Sertão das Madrugadas

O verdor espalhado ao longo avista
Casas pequenas coração gigante
Pia o canário na  voz cancionista
A mata sorrir em som elegante.


Há tanta beleza que a vida empresta
Nas noites de verão sem o luar
Sapos a coaxar em voz seresta
E a lagoa quieta ao seu cantar.

 O dia mostra a face adormecida
Vem  peru sonolento grugrulejar
O galo rei da hora dita à lida

Que hora divinal reza a torcida
De aves em seu trinar ventureiro
Ao longe o tropel do cavaleiro


Sonia Nogueira

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